Honda City DX

Lançado em setembro de 2010, a versão mais simples do Honda City, a DX, foi criada para ser um pouco mais barata e acessível, para isso, a marca japonesa retirou o sistema de som e o porta-objetos sob o assento traseiro, deixando o interior mais simples.

Com um uma diferença de R$ 3.800 inferior ao da versão LX com câmbio manual, até então a mais barata da linha, o modelo vaio para brigar diretamente com o seu maior rival, o Fiesta Sedan SE, lançado em agosto de 2010.

O Honda City DX é mais “pobrinho” em relação ao LX, mas nem tanto assim. Não se engane o modelo continua oferecendo ar-condicionado, direção com assistência elétrica, rodas de liga-leve de 15 polegadas, duplo air bag, vidros, travas e retrovisores elétricos como itens de série, enfim, um sedan Premium bem completo e equipado.

Por dentro, motorista e passageiro não se sentem apertados, há espaço de sobra para as pernas, atrás cabem facilmente três adultos sem muito sofrimento, a cabeça não raspa no teto, mesmo para quem tem 1,80 metros de altura. Os bancos são macios e não cansam em viagens mais longas. O City DX possui um bom isolamento acústico, porém, o modelo avaliado sofria com um barulho que vinha dos retrovisores, uma espécie de “grilo”, como se alguma coisa estivesse solta, mas nada que incomodasse no dia-a-dia.

A posição de dirigir é excelente, e tem a ajuda dos ajustes de altura e distância do banco e do volante, que é o mesmo do New Civic, que além de bonito, tem ótima empunhadura. As manobras são auxiliadas pela excelente direção hidráulica e os retrovisores, que deixam a visão bem ampla para as manobras mais complicadas. Outro ponto forte do sedan é seu porta-malas, nele cabem 506 litros, sendo maior que o do New Civic e do Accord.

Sob o capô, o mesmo motor 1.5 i-VTEC flex de 16 válvulas que gera até 116 cv, com etanol e 115 cv com gasolina, que trabalha em conjunto com um câmbio automático de quatro velocidades, na versão avaliada. Ainda existe a versão manual de cinco velocidades, para os que preferem dominar o veículo. O câmbio automático se mostrou áspero na trocas, que são feitas sempre aos 3.000 rpm, e com pequenos trancos entre a 1ª e segunda marcha, a partir da 3ª quase não se sente as trocas, deixando o rodar mais agradável.

No caso do propulsor, os 1.496 cm3 desenvolvem bem e se mostram suficientes para carregar o City, mesmo em ladeiras mais íngremes o modelo não perde potência e mantém a força necessária para carregar seus 1.160 kg. Durante o teste seu consumo médio, com etanol aferido no computador de bordo foi de 6,5 Km/l, um tanto alto para um sedan compacto, o modelo não foi avaliado com gasolina, mas sua média deve melhorar com o combustível fóssil.

Em velocidades mais altas, o sedan trabalha em rotações muito altas, transmitindo muito barulho para a cabine em certos momentos, apensar, de no geral, ter um excelente isolamento acústico. Os freios dianteiros são a disco e traseiros a tambor (versões DX e LX), que deixam o pequeno sedan bem seguro, e não dão sustos em momentos mais críticos, como em serras, ou em velocidades mais altas, na hora de parar.

A suspensão independente, do tipo McPherson na dianteira e com barra de torção na traseira é outro ponto positivo do Honda City. Justa, transforma o dia-a-dia com o carro bem agradável, o sedan se sai bem nas curvas mais fechada, mantendo sempre a trajetória e os buracos das ruas do Rio de Janeiro passam quase despercebidos, absorvendo tudo sem desagradar para quem está dentro da cabine.

O City possui três anos de garantia, sem limite de quilometragem e está disponível nas cores branco taffeta sólido, dourado poente metálico, prata global metálico, grafite magnesium metálico, cinza paladium metálico, preto cristal perolizado e verde deep perolizado. A versão DX com cambio manual parte de R$ 53.620 e com câmbio automático parte de R$ 57.500.

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*FICHA TÉCNICA:

MOTOR
Dianteiro, transversal, 1.5 litros, 4 cilindros em linha, 16 válvulas; flex etanol e/ou gasolina; refrigeração a água; acelerador eletrônico (drive by wire)
Número de válvulas por cilindro 4; SOHC/i-VTEC (comando simples de válvulas no cabeçote/controle eletrônico variável de sincronização e abertura de válvulas); bloco e cabeçote em alumínio
Diâmetro x curso 73 x 89,4 mm
Cilindrada 1.496 cm3
Potência máxima (cv / rpm) 115 / 6.000 (gasolina)
116 / 6.000 (etanol)
Torque máximo (kgfm / rpm) 14,8 / 4.800 (gasolina)
14,8 / 4.800 (etanol)
Taxa de compressão 10,4
Sistema de alimentação Injeção de combustível multiponto programada (PGM-FI – Programmed Fuel Injection)
Sistema de ignição eletrônica mapeada

TRANSMISSÃO
Câmbio automático de 5 marchas com Shift Hold Control; tração dianteira
Redução do diferencial 4,562

DIREÇÃO
Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica progressiva (EPS)

SUSPENSÃO
Dianteira Independente, tipo McPherson
Traseira Barra de torção

FREIOS
Dianteiros discos ventilados
Traseiros tambores

RODAS / PNEUS
5,5J x 15″ polegadas, em liga leve, cinco raios / Bridgestone 175/65 R15
Estepe Em aço / 175/65 R15

CAPACIDADE DO PORTA-MALAS
506 litros

TANQUE DE COMBUSTÍVEL
42 litros (aprox.)

DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.400 mm
Largura 1.695 mm
Altura 1.480 mm
Distância entre-eixos 2.550 mm
Bitola dianteira / traseira 1.490 mm / 1.475 mm

DESEMPENHO (*)
Velocidade máxima (km/h) ND
Aceleração de 0 a 100 km/h (s) ND

CONSUMO CIDADE (km/l) 6,5 Km/l

PESO
1.160 kg

 

texto e imagens: Marcus Lauria – Carpoint News

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