Chevrolet Cruze

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A Chevrolet não quer ficar de fora mais uma vez na briga que aquece a cada dia o segmento de sedans médios no Brasil.

Na tentativa de chegar perto dos campeões de vendas Toyota Corolla e Honda Civic, a montadora da gravata dourada aposentou o cansado Vectra e substitui pelo novíssimo e global Cruze, que tem uma importância estratégica para a marca. O Cruze é considerado pela GM o primeiro passo do plano de reestruturação da marca, para vencer a crise de 2008. O modelo é comercializado em mais de 70 países e foi criado para satisfazer clientes da Europa, China, Estados Unidos e Brasil.

O Cruze promete revolucionar a imagem da Chevrolet no Brasil, para isso chega com o novo design e mantém a linguagem global da marca. O sedan chama a atenção por onde passa, suas linhas retas e robustas transmitem segurança para quem o vê. O modelo mede 4,60 metros de comprimento e 1,79 metro de largura, os 2,69 metros de entre-eixos deixam o seu interior bem confortável, com 107 cm de espaço para as pernas na dianteira, 90 cm na traseira, que fazem conjunto com o amplo porta-malas de 450 litros. Tanto o motorista quantos os passageiros que vão atraz, não sentem aperto e cabem cinco pessoas tranquilamente.

Por fora o Cruze mostra muita personalidade com a linha do teto arqueada, que começa no pára-brisa e segue até a coluna traseira, essa que tem linha curta dando uma certa esportividade ao sedan. Visto de frente, destaque para a enorme grade bipartida com o já tradicional logotipo da Chevrolet, a gravata dourada, que faz conjunto com os enormes faróis que invadem os pára-lamas dianteiros. A tampa do porta-malas faz conjunto com as lanternas niveladas com a superfície da carroceria e com as formas circulares, remetendo a outros modelos da marca. Além das rodas de 17 polegadas em alumínio da versão avaliada, a LTZ.

A parte interna é outro grande trunfo do Cruze, na versão LTZ o modelo recebeu materiais texturizados e agradáveis ao toque, como deve ser um sedan médio desse valor, principalmente no Brasil, onde o consumidor está cada vez mais exigente. A forma de dual cockpit é percebida logo ao entrar no Cruze, o painel central se integra com o acabamento das portas, formando uma peça única. Isso se converte em muito espaço para as pernas, cabeça e ombros, tanto de quem vai à frente como quem vai atrás.

Ainda por dentro, chama à atenção a simetria do painel com o console central que inclui o visor e os comandos dos sistemas de informação, entretenimento e climatização do Cruze. Segundo a marca, a instrumentação do painel foi desenhada com a ajuda da técnica de modelagem tridimensional. Com os mostradores analógicos do velocímetro e do conta-giros, com indicadores auxiliares do nível de combustível e da temperatura do motor, iluminadas por diodos de tipo LED, que emitem uma luz clara e nítida em tom branco e azul (Ice blue). A versão LTZ oferece como item de série uma tela de cristal líquido, localizada no centro do painel de instrumentos, que exibe as informações do computador de bordo. Só peca na utilização dos botões giratórios do ar-condicionado, que lembram o do Agile.

Os bancos de couro sintético bege são firmes, confortáveis e envolventes, deixando o motorista bem á vontade, assim como os passageiros, que não sofrem mesmo em viagens mais longas. O Cruze trás de série ar-condicionado com comandos eletrônicos e inclui função AQS (Air Quality System), que mede a qualidade do ar externo e ativa a recirculação do ar, em caso do mesmo estar poluído. Outro item que faz parte do pacote LTZ é o muito útil sistema de entretenimento integrado, onde uma tela de 7 polegadas, localizada no console central tem um sistema de navegação com mapas do Brasil e da Argentina e permite configurar e personalizar os sistemas de som, telefonia, navegação e do próprio carro. Além de rádio com leitor de CD e MP3 integrado a um sistema Premium de áudio que inclui uma entrada USB para conexão de dispositivos móveis.

Por dentro também não faltam porta-trecos localizados nas laterais das portas e console central, além de tomada de 12V, apoio de braços regulável, que inclui uma entrada USB e entrada auxiliar para ligar dispositivos móveis, porta-copos nas portas, com capacidade para acomodar uma garrafa de 1,5 litro (dianteiras) ou de 0,5 litro (traseiras), suporte para óculos, sistema de partida do motor e abertura das portas sem chave, volante com comandos de som, telefonia e piloto automático entre outros. Apesar de um certo requinte, a impressão que se tem, é que os materiais são muito sensíveis e podem se quebrar a qualquer momento, mas com o uso diário essa impressão passa e o conforto à bordo passa a ser bem agradável.

Sob o capô o inédito motor 1.8 litro Ecotec 6 (derivado do Ecotec 2.4 do Malibu), com cabeçote de alumínio com duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), com variação do tempo de abertura das válvulas de admissão e de escape, coletor de admissão variável, bielas forjadas, ao invés de fundidas e bomba d’água montada no bloco e não é acionada pela correia dentada, como em motores convencionais. O propulsor rende exatos 144 cavalos quando abastecido com etanol e 140 com gasolina, ambas a 6.300 rpm. E um torque máximo, com etanol, de 18,9 kgfm a 3.800 rpm. Com gasolina, o torque é de 17,9 kgfm, na mesma rotação, sendo que 90% do torque já está disponível nas 2.200 rpm. As acelerações são lineares, mas o câmbio dá uns trancos que incomodam bastante, principalmente nas reduções. O motor também se mostrou um pouco barulhento, pode-se ouvir claramente o barulho dentro do carro.

Segundo a montadora, o Cruze faz de 0 a 100 km/h em apenas 11,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 197 km/h, quando abastecido com etanol. Em conjunto está uma caixa de câmbio automática com seis velocidades e a opção de mudanças no modo seqüencial, que se adapta ao estilo de condução do motorista e conta com um sensor de inclinação que modifica as marchas segundo a necessidade. O consumo médio, marcado no computador de bordo, foi de de 6,5 Km/l, com etanol, o modelo rodou os mais de 300 quilômetros nos centros urbanos com o ar-condicionado ligado o tempo todo.

O Cruze conta com uma suspensão afinada, para melhor atender as condições do nosso piso e principalmente o gosto do brasileiro, durante o teste, o modelo se comportou muito bem nas curvas, mantendo a trajetória o tempo todo, mesmo em velocidades mais altas. Porém, as ruas esburacadas fizeram com que os ocupantes do sedan sofressem com as pancadas secas, que incomodaram bastante, que podem ter sido agravadas devido as rodas de aro 17 com pneus 225/50, de perfil baixo. Para maior segurança dos ocupantes, estão disponíveis cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes, airbags frontais para o condutor e o passageiro, airbags de cortina, nas laterais nos bancos e pedais desarmáveis. Além de freios ABS com assistência a frenagem de pânico (PBA),

O Cruze é produzido em São Caetano do Sul (SP), mas o índice de nacionalização será de apenas 30% no começo, com motor e câmbios (manual e automático) importados. O sedan chega a partir de R$ 67.900 para a versão de entrada LT, um valor um pouco maior que a concorrência, passando para R$ 69.900 na versão automática. Já a versão avaliada LTZ, disponível apenas com cambio automático custa R$ 78.900, sem opcionais, e se diferencia da LT pelas maçanetas, retrovisores e friso traseiro cromados, além dos itens de série exclusivos.

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*FICHA TÉCNICA:

Carroceria / motorização: Sedã, 5 passageiros, 4 portas, motorização dianteira, tração dianteira
Construção: Aço galvanizado nos painéis exteriores
Fabricação: São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil

MOTOR
Modelo: N18XFF
Disposição: Transversal
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada (cm3 ): 1.796
Diâmetro e Curso (mm): 80,5 x 88,2
Válvulas: DOHC, quatro válvulas por cilindro (Dual CVVT)
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência máxima líquida (ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 144 cv a 6.300 rpm
Gasolina: 140 cv a 6.300 rpm
Torque máximo líquido (ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 18,9 kgfm (185 Nm) a 3.800 rpm Gasolina: 17,8 kgfm (175 Nm) a 3.800 rpm
Combustível recomendado: Gasolina comum e/ou Etanol
Rotação máxima do motor (rpm): 6.500
Bateria: 12V, 60 Ah
Alternador: 100 A

TRANSMISSÃO
Modelo: GF6 – Automática de 6 velocidades à frente sincronizadas
Relação de marchas:
Primeira: 4,449:1
Segunda: 2,908:1
Terceira: 1,893:1
Quarta: 1,446:1
Quinta: 1,000:1
Sexta: 0,742:1
Ré: 2,871:1
Diferencial: 3,720:1

CHASSIS/SUSPENSÃO
Dianteira: Independente McPherson, molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás
Traseira: Semi-independente com tubos de torção soldado a 2 braços de controle, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás
Direção: Elétrica, pinhão e cremalheira
Direção redução: 15,5
Direção número de voltas (batente a batente): Elétrica: 2,74
Diâmetro de giro (m): 10,6

FREIOS
Tipo: Discos dianteiros, discos traseiros
Disco diâmetro x espessura (mm): Dianteiro: 276 x 26; traseiro 268 x 12

RODAS/PNEUS
Roda: 7j x 17
Pneus: 225/50 R17

DIMENSÕES
Distância entre eixos (mm): 2.685
Comprimento total (mm): 4.600
Largura carroceria (mm): 1.790
Largura total (mm): 2.098
Altura (mm): 1.475
Bitola (mm): Dianteira: 1.544; traseira: 1.558
Altura mínima do solo (mm): 130
Peso em ordem de marcha (kg): 1.424
Distribuição de peso
(% dianteira/traseira): 61 / 39

CAPACIDADES
Porta-malas (litros): 450
Carga útil (kg): 468
Tanque de combustível (litros): 60,3
Óleo do motor (litros): 4,25 (4,50 com o filtro)
Sistema de refrigeração (litros): 6,5

* Dados de fábrica

Texto e imagens: Marcus Lauria – Carpoint News

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