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Avaliação: Land Rover Discovery 4

O Land Rover Discovery 4 HSE SDV6 demorou a chegar para essa avaliação de uma semana, primeiro o modelo tinha sofrido uma pequena avaria na carroceria (nada muito sério) e só seria entregue após o reparo, depois no dia marcado para a retirada do veículo na concessionária, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, recebi outro aviso que demoraria mais um dia, porque tinha que esperar secar a tinta. Apesar os imprevistos, o teste valeu à pena, a oportunidade de dirigir esse SUV da marca britânica foi um prazer à parte.

 

A Land Rover sofreu muitas mudanças nos últimos tempos, agora a marca pertence ao grupo Tata, isso mesmo, aquele que produz o carro mais barato do mundo, o pequenino Nano, que andou “pegando fogo” literalmente na Índia. Mas isso não quer dizer que os modelos da Land Rover vão perder a sua essência, ao contrário, a maior prova está no modelo avaliado, que sofreu muitas alterações especialmente no motor, direção, suspensão e interior e duas novas funções: Assistência às Partidas em Ladeira e Controle de Aceleração Gradual.

Apesar das mudanças discretas em relação ao Discovery 3, o novo modelo apresentado no primeiro trimestre de 2010 no Brasil ficou mais atraente e moderno. De cara é notada a nova dianteira, com faróis de LEDs, grade prateada com desenho estilo colméia, e o distintivo oval do Land Rover, que foi atualizado com uma mudança de cor de dourado em verde para prata em verde. Além dos pára-choques mais arredondados e retrovisores pintados na cor da carroceria e lanternas traseiras com novo desenho, dando um ar de sofisticação ao modelo. O Discovery 4 também ganhou três novas cores da carroceria: Branco Fuji, Azul Báltico e Prata Sibéria. Ainda por fora, o Discovery 4 HSE avaliado exibe novas rodas de 20 polegadas calçadas em pneus Pirelli Scorpion Zero nas medidas 235/50 R20. Apesar do porte quadradão, o SUV de luxo chama muita a atenção por onde passa suas linhas retas e seu tamanho não passam despercebidos.

Digno de um hotel cinco estrelas, o interior do Discovery 4 HSE é confortável e luxuoso, como tem que ser um automóvel premium. Por dentro, o modelo foi todo renovado, com destaque para o console central redesenhado que exibe funções do sistema multimídia com uma chamativa tela touchscreen TFT de cinco polegadas, nela é possível obter informações da suspensão do veículo e da navegação GPS, conectividade via Bluetooth, com chamadas telefônicas por comando de voz e o computador de bordo tridimensional. Pelo computador é possível ver o nível de consumo de combustível, pressão dos pneus, desempenho 4×4, entre outras funções. Fazem parte do pacote dos quase obrigatórios entrada para iPod e USB,além de uma geladeira, localizada entre os bancos dianteiros, que não depende do ar-condicionado para funcionar.

No interior o console central foi redesenhado e agrupa funções do ar-condicionado digital e do sistema multimídia. O botão seletor da função Terrain Response, que modifica os ajustes do veículo conforme as condições do solo ficam à frente da alavanca do câmbio. Além disso, o conforto á bordo é digno de um Rei, estão lá os excelentes bancos de couro, materiais de primeira e agradável ao toque por todas as partes, como nas laterais das portas e no tablier e mimos como três tetos solares, sendo o único que pode ser aberto é o que fica na parte do motorista.

A posição de dirigir alta deixa o motorista com uma excelente visão geral do trânsito, além de ser muito fácil de achar, graças aos comandos elétricos do banco do motorista e do volante com regulagem de altura e profundidade, com três memórias. Mesmo para quem vai atrás, o espaço é suficiente, devido ao entreeixos de 2,89, lá cabem facilmente, sem aperto, três adultos e ainda duas crianças nos bancos extras localizados no porta-malas, o que seria a terceira fileira de bancos, item de série no Brasil e opcional na Europa. Apesar do seu tamanho, manobrar o Discovery 4 não é uma tarefa difícil, além da grande área envidraçada, o motorista conta com sensores de estacionamento e quatro câmeras de vídeo, uma sob cada retrovisor, uma na dianteira e uma na traseira.

Apesar de todo o luxo oferecido para quem tem o privilégio de andar no Discovery 4, seja atrás do volante, ou como passageiro, o SUV inglês foi feito para enfrentar terrenos acidentados sem maiores dificuldades, sejam em barrancos, ladeiras com pedras, valetas ou mesmo trechos alagados com meio metro de água, o problema é ter coragem de colocar na lama um caro que custa mais de R$ 260 mil. Para enfrentar os atoleiros e se aventurar nas estradas de barro, estão disponíveis cinco programas eletrônicos de condições de piso, além de contar com o auxílio da suspensão pneumática, que eleva ou rebaixa o carro para cada situação. Outro recurso é o engate da marcha reduzida, que é feito através de um botão no painel, que só pode ser acionado com o carro parado e com o câmbio na posição neutro.

A vedete dos sistemas encontrados no Discovery 4 é o “Terrain Response”, que aciona o sistema de tração integral. Para utilizar é muito simples, com a mão no botão redondo no centro do console central, basta girar e escolher o tipo de terreno que deseja “enfrentar”. O Discovery 4 conta agora com o modo “pedra”, que faz com que o carro receba uma leve pressão extra nos freios quando o veículo está abaixo dos 5 km/h, oferecendo mais controle ao motorista, além do modo “areia”, com aceleração gradual para impedir atolamentos.

Para quem vê de fora, O Discovery 4 passa a sensação de ser um carro instável, até pelo seu porte e centro de gravidade elevado, porém, não se engane, o carro está equipado com uma suspensão macia e firme ao mesmo tempo, esse equilíbrio se junta a uma direção de relações variáveis, que se adéquam à velocidade e ao ângulo de direção, transmitindo segurança e estabilidade nas curvas, além de manter o carro na “mão” o tempo todo, mesmo em velocidades mais elevadas, sem a habitual sensação de flutuação, muito comum nos carros desse segmento.

Segundo a Land Rover, a suspensão foi redesenhada nesta “quarta geração”, para reduzir o espaço em relação ao centro de gravidade do veículo. Desta forma, o balanço do habitáculo nas curvas é minimizado. Nas curvas, uma luz lateral é acesa durante a noite, para melhorar a visibilidade na estrada e até mesmo nas manobras. Também estão presentes sistemas eletrônicos de controles de estabilidade, frenagem, tração e rolagem da carroceria.

Mordomias como ar-condicionado trizona (com regulagem para motorista, passageiro e bancos de trás), para-brisa com desembaçador entre outros, são itens de série nesta versão. A segurança é reforçada com os oito airbags, freios com sistemas ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência. O Discovery 4 mede 4,82 m de comprimento, 2,17 m de largura (com os espelhos recolhidos) e 1,88 m de altura.

Sob o capô está o potente motor V6 de 3.0 litros diesel de 245 cv a 4.000 rpm e 600 Nm de torque a 2.000 rpm, suficiente para empurrar os 2.700 Kg do Discovery 4. As acelerações são lineares e transmitem segurança em ultrapassagens sem decepção, além de poder enfrenta ladeiras como um verdadeiro jipe de guerra. O propulsor a diesel é sereno e gira “redondo”, dentro da cabine quase não se ouve o barulho dele, só nas acelerações mais bruscas, já não acontece o mesmo do lado de fora, onde é possível identificar logo que se trata de um modelo movido a diesel.

Segundo a marca, o sistema de injeção de terceira geração do Commom Rail com injetores piezo e medição de combustível ajudam no consumo baixo. Rodando sempre com o ar-condicionado ligado e em trechos urbanos, o Discovery 4 avaliado fez uma média de 5 Km/l, chegando a 6 Km/l em alguns momentos. Em conjunto com o motor está a caixa de câmbio automática ZF HP28 de seis velocidades, com trocas suaves e sempre na rotação certa, que segundo a montadora, otimiza as emissões de CO2. O Discovery 4 3.0 V6 HSE (diesel) avaliado custa R$ 262.900 e não oferece opcionais, vem completo de fábrica especialmente para o Brasil. Seus principais concorrentes são: BMW X5, Audi Q7 e Mercedes ML.

Texto e imagens: Marcus Lauria – CarpointNews

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