Fiat Bravo T-Jet – CarroHoje.com – Revista digital de automóveis.

CarroHoje.com – Revista digital de automóveis.

Fique por dentro dos lançamentos e notícias da indústria automotiva, competições, clássico s e mais sobre o mundo do carro.

Para a Fiat já é tradição ter modelos turbos em sua linha, a marca começou a fazer sua história com o Uno Turbo 1.4 i.e, em 1994 (durou até 1996), o modelo tinha 116 cv de potência e muita personalidade. Depois veio o Tempra Turbo, com de 165 cv no mesmo ano e em 1995 o Stile Turbo com 4 portas.

Com o lançamento do Marea, a marca aproveitou e apresentou a versão “turbinada”, nas configurações sedan e weekend, isso em 1999, com um motor 2.0 20V de 182 cv, que chegou ao final da produção em 2007. Aproveitando a “onda” dos turbos, a marca não perdeu tempo e mostrou o Punto em sua versão T-Jet, em março de 2009 com um motor 1.4 turbo, à gasolina de 152 cv. A mais recente investida da marca italiana nesse segmento é o Bravo T-Jet, importado da Itália, com o mesmo motor do seu irmão menor, o Punto e que foi avaliado pelo site por duas semanas.

Os tempos bons não voltam, mas evoluem, e isso pôde ser comprovado durante o teste do Bravo T-Jet branco das fotos, cedido pela montadora. O hatch chama bastante atenção na rua, ainda mais nesta cor, que faz contraste com o teto solar e alguns apliques dos pára-choques pretos em conjunto com as enormes e belas rodas de aro 17. Para quem conhece bem o carro, ainda mais por ser bem raro nas ruas, a sigla T-Jet estampada na lateral direita da tampa do porta-malas e na grade dianteira no hatch médio da Fiat é um aviso de que debaixo daquele capô tem algo muito especial e que atrai muitos dos amantes de automóveis, pois indica que é uma versão turbo. Além dos faróis de duplo refletor com máscara negra, as pinças de freio pintadas na cor vermelha, maçanetas na cor da carroceria e a coluna central na cor preta, que realçam ainda mais o apelo esportivo. Como também a saída de escape dupla cromada.

O interior não ficou de fora dessa, por dentro, o “esportivo” ganhou detalhes exclusivos, que se destacam em relação às versões de entrada, como costuras vermelhas nos bancos, volante e na coifa da manopla do cambio. Destaque para as pedaleiras esportivas em alumínio, a cor vermelha também predomina nas bases internas dos bancos dianteiros e nos painéis das portas. Existe ainda a opção dos bancos em couro, cobrado à parte. Por dentro, a cor predominante é o preto, com acabamento de boa qualidade e plásticos agradáveis ao toque, com textura emborrachada em algumas áreas e apliques que imitam a fibra de carbono no painel e parte do console. O visual ganhou um ar mais sofisticado com o aplique de plásticos na cor cinza na base da alavanca de câmbio, nas portas e nos aros das saídas de ar do sistema de ventilação.

Ainda na parte interna o painel de instrumentos é bem resolvido e não deixa o motorista confuso, está tudo à mão. A ergonomia é um dos pontos altos desse modelo com destaque para a tela do computador de bordo, ao centro do painel de instrumentos, que exibe vários recursos para configuração como a pressão do turbo, a regulagem de altura dos fachos dos faróis entre outros. No centro do console central está o sistema de ar-condicionado digital com a opção de regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro e um difusor de ar específico para os passageiros de trás além do sensor crepuscular. Para facilitar a visão interna à noite, existe ainda luz de cortesia nos para-sóis, porta-malas e porta-luvas. O teto solar pode ser aberto através de um botão no teto, ao lado do retrovisor interno, e faz conjunto com um teto-solar traseiro que fica fechado o tempo todo e em apenas função estética.

A tecnologia a bordo é bem caprichada, o modelo top de linha do Bravo traz de série sistema Hill Holder (que segura o carro enquanto você arranca na subida) e controles de estabilidade e tração. Opcionalmente o cliente da marca pode acrescentar sistema de monitoramento da pressão dos pneus, que inclusive se manifestou durante o teste, alertando sobre a baixa pressão do pneu dianteiro esquerdo, que foi logo calibrado. E o Pack Safety, que traz airbags laterais e de cortina e bolsa inflável para proteger o joelho do motorista.

A posição de dirigir é muito complicada de achar, fiquei muito tempo até acertar, mesmo com as regulagens da coluna de direção (em altura e distância) e do banco, os bancos baixos prejudicam bastante. Para quem vai atrás, a situação é delicada, e piora para quem tem mais de 1,80 metros, por causa do teto baixo. O banco traseiro é apertado e prejudica bastante os passageiros, principalmente para quem senta no meio, que sofre com o apoio de braço embutido no encosto. Para facilitar na hora de estacionar estão disponíveis sensores estacionamento traseiros, além da direção elétrica, que fica mais leve na hora de manobrar. Já o porta-malas tem capacidade para até 360 litros, que apesar de parecer pouco espaço para um hatch médio, se mostrou suficiente para carregar as compra da semana.

Agora vamos ao que interessa, o desempenho do Bravo T-Jet. Sob o capô está o motor 1.4 turbo italiano, com 152 cv e os 21,1 mkgf de torque, que empurraram 1 370 kg. No teste, o carro se comportou bem, mas com muitos altos e baixos, o motor é fraco abaixo de 1 800 rpm, ficando mais esperto em rotações mais altas, mas com o tempo o motorista se acostuma e dosa melhor o pé direito no acelerador. A “cereja do bolo” da versão T-Jet está em um pequeno botão localizado no lado esquerdo da tela do sistema de navegação. Trata-se do OVB, a simples abreviatura de OverBooster. Em conjunto está o cambio de seis marchas com relações bem escalonadas, mas com engates um tanto imprecisos e duros, fato esse que atrapalha no desenvolvimento do motor.

Após acionar o milagroso botão, o carro muda “da água para o vinho”, como diz o ditado popular. Nesta simples tecla, a pressão do turbo sobe de 0,9 para 1,3 bar entre 2 000 e 4 000 rpm, e o torque sobe de 21,1 para 23 mkgf. Números esses que transformam a condução esportiva para melhor, mas mantém os 152 cv. Segundo a Fiat, o sistema é ordenado pelas válvulas de alívio (waste gate) que ficam mais fechadas. Além do motor, a direção, de assistência elétrica, fica mais firme após o acionamento do OverBooster. Com o sistema acionado, a aceleração de 0 a 100 Km/h desce de 10 segundos para 9,5.

Para aguentar a pressão do motor, a Fiat deixou a suspensão bem firme, ela é independente, McPherson na dianteira e com eixo de torção na traseira, e que trabalha em conjunto com as rodas de 17 polegadas calçadas com pneus 215/45 R17 tornam o dia a dia no trânsito um pouco incomodo, transmitindo todas as irregularidades do asfalto lunar das ruas do Rio de Janeiro, onde o carro foi avaliado. Porém, esse conjunto é mais apropriado para uma estrada com asfalto mais liso ou uma serra com curvas mais fechadas, nesse ambiente o T-Jet se comporta como um carro de corrida, andando em trilhos e se mantendo controlável em todos os momentos. Assim como os freios, disco nas quatro rodas (ventilado na dianteira e sólido na traseira) transmite segurança em todas as situações, com o auxílio do ABS.

Em questão de consumo, o motor turbo cobra bastante, apesar de marcar no computador de bordo uma média de 9,5 Km/l, o carro parecia um verdadeiro V8, durante o teste o ponteiro do tanque de 58 litros abaixava a cada acelerada mais forte, comprovando o que suspeitei durante a avaliação, que a média seria da verdade de uns 6,5 Km/l em perímetro urbano, sempre com o ar-condicionado ligado e sempre com o OverBooster desligado

Todo esportivo tem seu preço, no caso do Bravo T-Jet, esses valores são bem diferentes do modelo básico para o completão. O modelo já é bem recheado, chega com ar-condicionado dual zone, rodas de liga leve de 17 polegadas, airbag duplo, ABS, controle de estabilidade e de tração, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth e banco do motorista com regulagem de altura. Opcionalmente o esportivo da Fiat oferece GPS com tela de 6,5 polegadas, airbags laterais, de cortina e para o joelho do motorista, bancos revestidos parcialmente em couro, apoios de cabeça, com efeito, antichicote, faróis com luzes de xênon com limpador automático, teto solar Skydome, rebatimento elétrico dos retrovisores externos, som hi-fi com subwoofer entre outros. O preço começa em R$ 68.950 para o modelo de entrada, podendo chegar a impressionantes R$ 85.937 para o modelo mais completo avaliado pelo site.

[nggallery id=143]

Ficha técnica

Motor: diant., transv., 4 cil. , 16V, turbo
Cilindrada: 1 368 cm3
Diâmetro x curso: 72 x 84 mm
Taxa de compressão: 9,8:1
Potência: 152 cv
Torque: 23 mkgf
Câmbio: manual / 6 / dianteira
Dimensões: Comprimento/entre-eixos/altura/largura (cm); 434 / 260 / 149 / 179
Peso: 1 370 kg
Peso/potência: 9 kg/cv
Peso/torque: 59,6 kg/mkgf
Porta-malas/caçamba: 400 l
Tanque: 58 l
Suspensão dianteira: independente, McPherson
Suspensão traseira: eixo de torção
Freios: disco ventilado (diant.) / disco sólido (tras.)
Direção: elétrica / 2,8 voltas
Pneus: 215/45 R17
Consumo urbano: 6,2 km/l
Consumo rodoviário: 11,5 km/l
0 a 100 km/h: 9,5 s
0 a 1000 m: 30,9 s
Retomada 40 a 80 em 3ª (ou D): 4,8 s
Retomada 60 a 100 em 4ª (ou D): 5,8 s
Retomada 80 a 120 em 5ª (ou D): 9,1 s
Velocidade máxima: 206 km/h
Frenagem: 120/80/60 km/h a 0 (m); 57,4 / 24,9 / 14,1 s
Ruído interno 1ª rpm máx: 68,6 dBA
Ruído interno 80 / 120 km/h: 60,3 / 64,7 dBA

*Dados do fabricante
Texto e imagens: Marcus Lauria – Carpoint News

Compartilhe: