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Fiat 500 Cult 1.4 Evo 2012

Pequeno, simpático, econômico e agradável, essas são uma das qualidades do Fiat 500 Cult avaliado por 15 dias pelo site. Em 2009 ele vinha importado da Polônia a preços mais altos, mas agora o modelinho italiano chega ao Brasil importado do México em uma versão mais barata e acessível aos que sempre quiseram ter o 500 em sua garagem.

Com essas facilidades, o 500 começa a aparecer mais nas ruas e suas vendas aumentaram consideravelmente, tem até fila de espera para conseguir comprar um. Com isso sua popularidade ficou maior, o que consequentemente conquistou mais consumidores por todo nosso País.

Com design atraente, o Fiat 500 avaliado chamou atenção por onde passava ainda mais que o modelo era da cor vermelha. Mesmo sendo um carro compacto, o 500 Cult foi o destaque em vários locais por onde esteve, como estacionamentos de shoppings, restaurantes e até em supermercados. Não havia uma pessoa que não virasse o pescoço para acompanhar o trajeto do carro ou mesmo tirar uma foto do celular.

O modelo avaliado foi o 500 Cult 1.4 Evo, versão de entrada, com a opção do cambio automatizado Dualogic e todos os itens opcionais disponíveis no catálogo da marca, como teto-solar elétrico e sistema de som Premium da marca Bose, luxos à parte. Essa versão chega ao mercado nacional a partir de R$ 39.900 com câmbio manual e cor sólida. Segundo a montadora o 500 Cult visa o uso urbano. Se comparada entre as outras versões oferecidas (Lounge e Sportair), a Cult tem a distância em relação ao solo maior, relações de marchas mais longas e acabamento diferenciado, buscando uma maior economia de combustível e conforto a bordo.

Além do visual que atrai todas as atenções, o Fiat 500 Cult chega bem equipado de fábrica na versão básica. O modelo traz de série: ar-condicionado, freios com ABS (antitravamento), airbag duplo, trio elétrico, computador de bordo, chave-canivete, controles de estabilidade e de tração, faróis com regulagem de altura, sistema Hill Holder (freio automático para partida em aclives) e CD-Player com MP3. A versão avaliada vinha completa de fábrica, e parte de R$ 42.990, ou seja, exatos R$ 3.000 a mais pelo câmbio automatizado, fora o teto-solar elétrico, o som Bose e o acabamento personalizado, que também é cobrado à parte.

Por dentro chamam a atenção os detalhes nas cores vermelho e branco do modelo avaliado, mas de fábrica o modelo vem com os detalhes na cor preta, aonde é branco neste. A mesma cor clara predomina no painel principal, volante, aro do painel de instrumentos, rádio, saída da ventilação central e nos comandos do ar-condicionado, que contrastam com a faixa vermelha no centro do painel e fazem conjunto com o plástico na cor preta na parte superior. Além de detalhes cromados espalhados por toda parte. O único problema fica por conta do exagero dos detalhes na cor branca aplicado no interior, que com o tempo fica sujo e encardido, como já podia ser visto no volante, que apresentava uma cor mais escura comparado com as outras partes do carro da mesma cor.

O espaço interno é reduzido, principalmente para quem vai atrás, pessoas maiores de 1,70 sentirão o aperto. Na frente, duas pessoas viajam com conforto e tranquilidade. Tirando esse desconforto para os passageiros, o modelinho é cheio de porta-objetos e tem todos os comandos à mão e fáceis de usar, a ergonomia é um dos pontos positivos desse compacto premium da Fiat. Já o porta-malas de apenas 185 litros deixa a desejar, limitando o pequeno 500 ao uso urbano, para viagens mais longas, é aconselhável viajar somente duas pessoas. Fácil mesmo é encontrar a posição de dirigir, o 500 oferece muitos ajustes do banco, como altura, inclinação e distância, assim como o volante, que tem a regulagem de altura.

O Fiat 500 Cult vêm equipado com o já conhecido motor 1.4 EVO bicombustível, o mesmo da linha Novo Uno/Palio, que rende 85 cv com 12,4 kgfm de torque a 3.500 rpm com gasolina e 88 cv com etanol a 5.750 rpm e torque de 12,5 kgfm, o propulsor se mostrou muito eficiente durante todo o teste, além de muito econômico, o consumo médio foi de 8,5 Km/l na cidade, com o ar-condicionado ligado o tempo todo, o baixo peso (1.061 kg na versão manual, 1.066 no Dualogic), ajudou a deixar o carrinho bem esperto, mostrando ser mais eficiente que no Novo Uno, por exemplo.

Em conjunto com o motor está à caixa de cambio automatizada de cinco velocidades, que deixa alguns furos literalmente no desenvolvimento do motor, as marchas dão trancos fortes o tempo todo, em todas as trocas, mesmo nas reduções, o que atrapalha um pouco o prazer de dirigir. A melhor forma de amenizar os trancos é usar o modo manual, onde o motorista pode aliviar o pé do acelerador ao passar as marchas, diminuindo consideravelmente os trancos.

Segundo a montadora, o Fiat 500 Mexicano sofreu pequenas mudanças nos elementos dinâmicos das suspensões, como na densidade das molas, capazes agora de reagirem com maior rapidez às mudanças nos pavimentos e absorvendo melhor os buracos das ruas brasileiras. O 500 Cult mostrou-se extremamente macio na maior parte do tempo do teste, oferecendo muita segurança ao motorista, mesmo em situações adversas, como curvas mais fechadas ou em asfalto mais escorregadio. Desta forma, o modelo foge daquela tradição norte-americana de carros com suspensão extremamente leves e que fazem o carro flutuar. O modelo conta também com controles de estabilidade e de tração e devido à posição das rodas, nas extremidades da carroceria, o 500 mostrou muita agilidade e estabilidade.

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*FICHA TÉCNICA

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.368 cm³, com quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira e possui controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 85 cv e 88 cv a 5.750 rpm com gasolina e etanol (105 cv a 6.250 rpm no 1.4 14V MultiAir).

Torque máximo: 12,4 kgfm e 12,5 kgfm a 3.500 rpm com gasolina e etanol (13,6 kgfm a 3.850 rpm no 1.4 16V MultiAir)

Diâmetro e curso: 72,0 mm X 84,0 mm. Taxa de compressão: 12,35:1.

Suspensão: MacPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores a geometria triangular e barra estabilizadora. Traseira do tipo semi-independente, eixo de torção, com barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 185/55 R15.

Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Oferece ABS com EBD.

carroceria: Hatch compacto em monobloco com duas portas e quatro lugares. Com 3,54 metros de comprimento, 1,62 m de largura, 1,50 m de altura e 2,30 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série, laterais e do tipo cortina como opcionais.

Peso: 1.061 kg.

Capacidade do porta-malas: 185 litros.

Tanque de combustível: 40 litros.

*Dados do fabricante

Imagens: Raphael Machado
Texto: Marcos Lauria – Carpoint News

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