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Renault Sandero Privilège Automatic 1.6 16V 2012

Depois da boa receptividade que a Renault teve com o Sandero no Brasil, a montadora passou a oferecer em julho do ano passado a versão com câmbio automático, somente na versão topo de linha Privilège, com preço sugerido no site da Renault de R$ 44.190. Fizemos o teste do modelo e vamos às impressões.

Por fora, o Sandero automático só se diferencia dos demais modelos pela inscrição “automatic” na traseira. Passando ao interior, temos um habitáculo espaçoso, estofamento confortável e com costuras de boa qualidade, painel bem decorado e ergonômico e a debutante alavanca de câmbio automático. A empunhadura é boa e fácil, porém o acabamento da caixa é simples e pobre, um plástico preto ausente de qualquer adorno, destoando do restante do interior. Outra falha é que os caracteres que representam as posições do câmbio não são iluminados, e para os iniciantes no modelo a operação durante a noite pode ficar complicada, mas para os desavisados, a indicação da marcha aparece em uma pequena tela no centro do painel de instrumentos, junto com o computador de bordo.

O rádio original do modelo é um pouco grande, com botões que poderiam ser menores, fator esse, que acabou prejudicando a ergonomia para acessar os comandos do ar-condicionado. O motorista precisa se curvar um pouco para ajustar os controles. O comando do retrovisor elétrico localizado atrás da caixa automática, ficaria numa posição melhor se estivesse na porta do motorista, de onde, por exemplo, se controla a abertura e fechamento de todos os vidros.

Bem, se essas pequenas falhas de localização e acabamento não lhe incomodarem, na hora de dirigir a sensação é bem agradável. O câmbio automático de quatro velocidades realiza bem as trocas de marchas sem incomodar o motorista com trancos, ao contrário das caixas automatizadas da maioria dos concorrentes do segmento . Nas reduções, a suavidade também está presente e não incomodam o motorista. Numa pisada mais forte no acelerador, o sistema reduz uma marcha para entregar mais torque, chamado de “kick down”. Estando em “D” (Drive) e movendo a alavanca para o lado esquerdo, é acionada a opção para trocas manuais. Nesse formato a sensação de dirigir permanece boa, com o câmbio respondendo muito bem aos comandos do motorista. Segundo a Renault, um sistema lê os parâmetros da forma de dirigir para se adaptar ao estilo do motorista.

O botão com o ícone de floco de neve, localizado acima da alavanca de câmbio, é utilizado para sair da inércia em piso escorregadio, coisa rara de se usar em nosso clima quente e seco. Como não houve chuva ou algum piso nessa condição durante o teste, não podemos avaliar sua eficiência.

Como se trata de um modelo topo de linha, o conforto ao conduzir o carro pela cidade do Rio de Janeiro não deixa a desejar. Mesmo em ruas de asfalto ruim, a suspensão faz um bom trabalho e os bancos acomodam bem motorista e seus passageiros, sem apertos. O isolamento acústico do habitáculo precisava ser melhor, porque é habitual em carros automáticos o motor girar em altas rotações antes de trocar as marchas e boa parte desse ruído é percebido pelos ocupantes do veículo, mesmo em baixas rotações.

O Sandero automático veio na nova geração do modelo lançada no início de 2011 e evoluiu bastante desde seu lançamento. Ele utiliza o motor 1.6 litro 16v Flex de 112 cv no etanol e 107 cv à gasolina. A aceleração de 0 a 100 se confirma com o divulgado pela montadora, em 11,7 segundos. A velocidade máxima é de 171 km/h. Seu consumo médio, segundo o computador de bordo, foi de 7,6 Km/l, sempre com gasolina, número que não chega a ser exorbitante, levando em consideração que se trata de um modelo automático.

Os modelos automáticos ou automatizados estão ganhando mais terreno em nossas cidades, porque em meio a congestionamentos e busca de conforto, se mostram boas opções. A Renault lançou uma versão para um dos seus carros de sucesso e para aqueles que prezam pelo câmbio automático na hora da compra, não terá decepções com esse modelo.

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*FICHA TÉCNICA

Motor

Cilindradas (cm3) 1598 cm3
Diametro x curso (mm) 79,5 mm x 80,5 mm
Número de Cilindros 4 cilindros em linha
Número de válvulas 16
Potência máxima (ISO/ABNT) 107 cv (gasolina) @ 5.750 rpm 112 cv (álcool) @ 5.750 rpm
Taxa de compressão 10:1
Tipo de combustível Gasolina e/ou Álcool
Tipo de injeção Injeção Eletrônica Multiponto Sequencial
Tipo de motor K4M Hi-Flex
Torque mkgf 15,1 mKgf (gasolina) @ 3.750 rpm 15,5 mKgf (álcool) @ 3.750 rpm

Peso (kg)

Peso em ordem de marcha (kg) 1.087 Kg

Rodas e Pneus

Tipo da roda Liga Leve
Tipo do pneu 185/65 R15

Suspensão

Suspensão dianteira Tipo McPherson, com triângulo inferior, amortecedores hidráulicos telescópicos com molas helicoidais
Suspensão traseira Rodas semi-independentes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais com barra estabilizadora.

Transmissão

Número de marchas 4 velocidades
Relação diferencial 4,21:1
Tipo de caixa de câmbio Automático

Tração

Tração Dianteira

Volume

Volume do porta-malas (L) 320

Aerodinâmica

Coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,38

Arquitetura

Número de lugares 5
Número de portas 5
Tipo de carroceria monobloco

Capacidades

Capacidade do Tanque de Combustível (L) 50 L

Carga

Carga útil 515 Kg

Desempenho

Aceleração 0 – 100Km/h (s) 11,9 s (g) / 11,7 s (a)

Velocidade Máxima (Km/h) 169 Km / h ( gasolina) / 171 Km / h ( álcool)

Dimensões

Altura 1.528 mm
Comprimento 4.021 mm
Entre eixos 2.591 mm
Largura / Largura com retrovisores 1.746 mm / 2.000 mm

Direção

Direção Hidráulica, diâmetro giro 10,5 m

Frenagem

Diâmetro dos discos dianteiros (mm) 259
Diâmetro dos tambores traseiros (mm) 203
Tipo do circuito de freio Duplo circuito em ‘X’

Garantia

Garantia Garantia de 3 anos para todas as versões, sendo limitada a 100.000 Km.

*Dados do fabricante

Texto: Leandro Eiró
Imagens: Marcus Lauria – CarpointNews

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