Fiat Freemont Emotion 2.4

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A Fiat aproveitou a compra do Grupo Chrysler para rebatizar o conhecido Dodge Journey de Freemont e entrar de vez no mundo os utilitários esportivos (para a Chrysler o Journey é considerado um crossover). Bastou colocar o emblema da Fiat e fazer algumas alterações no interior e na mecânica para deixar o modelo com algumas características próprias, mas a comparação é inevitável neste caso.

O Freemont é fabricado no México e sofreu algumas alterações importantes para entrar no mercado europeu e Sul-Americano. O carro teve sua carroceria reestrutura para aguentar colisões, uma nova suspensão para suportar nossos buracos nas ruas e estradas, que foram feitas exclusivamente por engenheiros brasileiros, tudo para deixar a dirigibilidade mais agradável e silenciosa sem comprometer a estrutura do SUV. Uma curiosidade é que o Brasil é o único país no mundo que terá as duas opções de marcas, o consumidor brasileiro poderá escolher ente o Fiat Freemont e o Dodge Journey, pois a marca italiana não vai chegar aos EUA e a Dodge não terá seus modelos vendidos na Europa.

Por fora, o Freemont é um clone do Dodge Journey, as pequenas alterações no visual se concentram na dianteira, com a introdução de uma nova grade com o emblema vermelho da Fiat e novo para-choque, assim como as lanternas traseiras que são de LEDs. As rodas também são novas e não existem na versão norte-americana. Apesar de quadradão, o visual agradou a maioria das pessoas durante o teste, o seu tamanho também influi nessa parte, o SUV da Fiat chama muita atenção no trânsito, apesare de não ser uma novidade nas ruas por causa do seu clone que já existe a bastante tempo em nosso mercado.

Por dentro, tanto o Journey quanto o Freemont exibem o mesmo interior. No caso, a parte interna foi refeita pela Fiat, que segundo a marca a cabine foi pensada para ficar com uma aparência mais italiana, com menos linhas retas e mais curvas. O resultado foi muito bom para ambos os modelos, os materiais são de boa qualidade, transmitindo segurança e conforto para todos a bordo e muitos porta-objetos espalhados pelo interior. O silêncio dentro do carro é uma das características que chamou a atenção durante todo o teste. A diferença mais evidente em relação ao Journey fica pelo logo da Fiat no centro do volante e a mensagem de boas-vindas apresentada no quadro de instrumentos quando o motor é ligado.

A versão avaliada por 15 dias foi a de entrada, Emotion de cinco lugares, além dela tem a Precision, feita para transportar até sete passageiros. A versão avaliada trás de série direção hidráulica, airbag duplo, ar-condicionado digital com duas zonas de regulagem de temperatura, rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada auxiliar USB e sistema multimídia com tela sensível ao toque, controle de estabilidade (ESP), monitoramento da pressão dos pneus, volante com ajuste de altura e profundidade, teclas multifuncionais  e tela multimídia sensível ao toque e rodas de liga leve de 16 polegadas. Sentimos a falta de um sensor de estacionamento e de uma câmera de ré, pois seu tamanho avantajado (são 4,88 metros de comprimento) dificulta a manobra em certos locais. Mas esse  problema será sanado em breve, de acordo com a montadora, até o final do segundo semestre deste ano o Freemont vai ganhar um sistema multimídia com tela maior e dispositivo de auxílio em manobras com câmera de ré e linhas guias incorporados.

A posição de dirigir é excelente, o motorista vê o trânsito de cima, facilitando manobras mais ousadas, o conforto dentro do Freemont é um dos vários pontos positivos, seus 2,89 m de distância entre-eixos  ajudam nessa hora e cinco pessoas viajam folgados, assim como o porta-malas de 580 litros, que carrega sem problemas muita bagagem. Os comandos estão todos à mão e o volante tem uma excelente empunhadura. Sentimos dificuldade em utilizar o computador de bordo, que oferece várias opções e confunde um pouco na hora de ver o que desejamos. Apesar de seu tamanho, a  sensação é de estar dirigindo um carro menor, como um sedã médio, de tão suave que é andar com ele no asfalto.

Sob o capô está o fraco motor de 2.4 litros com 16 válvulas, que entrega 172 cv, o Journey sai na vantagem e é empurrado por um potente V6 3.6 de 280 cv e 34,9 mkgf. Em conjunto está o câmbio automático de quatro marchas com conversor de torque e opção de trocas sequenciais. Com desempenho tímido é necessário manter o giro alto a todo instante, por conseqüência, o consumo fica alto, o SUV italiano faz de 0 a 100 km/h em 13,6 segundos. Já o seu consumo foi de 7,3 Km/l no trajeto urbano, e no rodoviário foi de 9,8 Km/l. A relação peso potência não ajuda muito na hora de acelerar, o câmbio é bem escalonado e não atrapalha em nenhum momento, mesmo nas reduções. As curvas são feitas com tranqüilidade, devido ao porte avantajado do Freemont, é possível fazer curvas mais rápidas sem problemas, o SUV mantém a trajetória e a estabilidade todo o tempo. O Freemont Emotion tem o preço sugerido de 81.900 reais já à versão Precision sai a 86.000 reais, porém vem bem mais completa.

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*FICHA TÉCNICA

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 2.360 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando no cabeçote e duplo comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio automático de quatro marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.

Potência máxima: 172 cv a 6 mil rpm.

Aceleração 0-100 km/h: 13,6 segundos.

Velocidade máxima: 190 km/h

Torque máximo: 22,5 kgfm a 4.500 rpm.

Diâmetro e curso: 88 mm X 97 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes, molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink, com barra estabilizadora e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 225/65 R16.

Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Oferece ABS com EBD.

Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e sete lugares. Com 4,88 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,75 m de altura e 2,89 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série na versão.

Peso: 1.755 kg com 625 kg de carga útil.

Capacidade do porta-malas: 580 litros, 2.301 com a segunda fileira de bancos rebatida.

Tanque de combustível: 77,6 litros.

Produção: Toluca, México.

Lançamento mundial: 2011. Lançamento no Brasil: 2011.

Itens de série: ar-condicionado de três zonas, ABS, EBD, BAS, airbags dianteiros, laterais e de janela, banco do motorista com regulagem elétrica, sistema keyless, controle de estabilidade e de tração, direção hidráulica, faróis de neblina, rádio/CD/MP3/USB/AUX/Bluetooth com tela sensível ao toque, cruise control.

*Dados do fabricante

Texto e imagens: Marcus Lauria – CarpointNews

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