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Jac J5 – avaliação

Com pouco mais de um ano instalada no Brasil, a JAC vem apresentando e consolidando novos modelos no mercado brasileiro, buscando seu espaço entre a concorrência. A proposta principal da montadora chinesa é oferecer veículos completos por preços abaixo daqueles praticados pelas montadoras grandes.

O último deles foi o sedã médio J5, que tem muitos itens de um autêntico carro da categoria, mas com preço de carro pequeno. Chegou custando R$ 53.800 e agora, em tempos de IPI reduzido, R$ 46.990. Um excelente custo/benefício para o segmento.

O modelo segue a filosofia do “completão”, identidade dos veículos da marca. Disponível em apenas uma versão, ele vem com freios ABS com EBD, airbag duplo, ar-condicionado digital, vidros e travas elétricas, alarme anti-furto, direção hidráulica, sensor de estacionamento traseiro, faróis com regulagem elétrica de altura, entre outros, enfim, tudo que um carro dessa categorua tem que oferecer . O porta-malas possui 460 litros de capacidade, suficiente para carregar com folga a bagagem de cinco pessoas.

Por fora, o J5 apresenta visual moderno digno dos sedãs médios. Ele possui rodas em alumínio de 16 polegadas (podendo ser 17 como opcional), faróis de neblina, retrovisores elétricos com repetidores da luz de direção, brake light e lanternas de neblina. No interior, o acabamento é satisfatório, mas está aquém dos concorrentes consagrados. Ainda assim temos volante revestido em couro, bancos em veludo, iluminação no porta-malas e nas portas, quebra-sol com espelho iluminado, painel de instrumentos iluminado em azul, rádio CD/MP3 com entrada USB e porta-objetos. Por dentro ainda é possível encontrar partes com plásticos rígidos, como no pomo do cambio e nas laterais das portas.

Em ação, o tímido motor 1.5 VVT 16V é esperto nas arrancadas, dando conta na hora de acelerar rápido, porém as retomadas são lentas, deixando a desejar nas ultrapassagens. O desempenho é razoável para um carro grande (4,59 m) e pesado (1.315 kg). A acústica dentro do habitáculo é boa, permitindo que os ocupantes viajem em silêncio e o som do motor não invade o interior. Para o motorista, as opções de conforto se ampliam na regulagem de altura do seu banco e volante, fazendo com que a posição de dirigir seja facilmente achada.

O câmbio, manual de cinco velocidades, é quem deixou um pouco a desejar, as trocas não são tão macias e incomodam no dia a dia. Um outro ponto é a falta da transmissão automática, opção natural de sedãs médios, item indispensável para o público deste tipo de veículo, a classe executiva e pessoas de mais idade, que prezam pelo conforto no trânsito.

A direção hidráulica do J5 é bem leve, ajuda o motorista em manobras e na hora de estacionar. Na estrada, em velocidades elevadas, ela exige uma atenção maior, pois o sistema não é progressivo e se mantém leve demais, o que pode ser perigoso. Sem a menor força o condutor vira o volante, saindo da inércia ou a 150 km/h.

Fora esse detalhe, o médio chinês é um carro seguro no conjunto. A suspensão e as barras estabilizadoras atuam de forma confiável quando o J5 está nas curvas e ladeiras, proporcionando estabilidade nestas conversões. Os freios a disco com sistema ABS garantem uma frenagem eficiente e rápida.

Concluindo, o JAC J5 é um modelo que traz boa parte dos atributos de um sedã médio, custando o preço de modelos menores. É uma boa estratégia para uma marca que se consolida no Brasil. E aqueles que optarem pela compra, terá um carro confortável, espaçoso, silencioso e com desempenho razoável. O tempo ainda é a grande dúvida do modelo: O desgaste e o valor para revenda são uma incógnita.

Texto e fotos: Lenadro Eiró e Marcus Lauria – CarpointNews

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