Chevrolet Sonic Hatch 1.6 16V Ecotec LTZ

CarroHoje.com

O Sonic é um dos carros mais equilibrados da Chevrolet lançado nos últimos tempos no Brasil, o modelo chegou junto com a “onda” de renovação de todos os modelos da marca, que teve inicio com o Agile, em 2009. Nesses três anos de uma enxurrada de novidades, principalmente no visual da marca da gravata dourada, muitos foram e são criticados até hoje, pela ousadia nas linhas mais robustas da carroceria, principalmente na parte dianteira, onde a grade bi-partida tem proporções maiores e mais agressivas.

Avaliamos por uma semana o Sonic hatch na versão mais completa com câmbio manual, a LTZ. Lançado em maio deste ano, o modelo veio para competir no acirrado mercado de compactos Premium, que a cada ano vem ganhando mais força. O Sonic foi lançado oficialmente no Salão de Paris de 2010 como Aveo, e logo em seguida começou a ser vendido nos Estados Unidos. Importado da Coréia do Sul atualmente, em breve será fabricado no México. O motor flex foi desenvolvido em parceria com a GM brasileira, desde sua concepção.

O Sonic veio com o propósito de substituir o Astra (Hatch e sedã) e chega em duas versões de acabamento LT e LTZ, com câmbio manual de cinco velocidades ou automático de seis marchas (o GF6 usado no Cruze). Bem equipado, o Sonic vai usar deste atributo para cutucar a concorrência. A versão LT traz de série um pacote completo com ar-condicionado, dois air bags, direção hidráulica, ganchos Isofix no banco traseiro, roda de liga leve de aro 15, trio elétrico, ABS com EBD e CD-Player. Já a versão avaliada LTZ conta ainda com sensor de estacionamento, apliques cromados, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas e controle do rádio no volante.

Por fora a linhas destoam do novo DNA da marca e mostram forte criatividade da Chevrolet. O modelo foi desenvolvido na Coreia do Sul, porém, com auxílio de todos os centros de desenvolvimento da montadora no mundo, inclusive do Brasil. Montado sobre a plataforma Gamma II, o Sonic mostra que tem personalidade própria. Na dianteira, destaque para os faróis sem projetor com acabamento na cor preta, que ficam expostos, já a grade lembra muito os atuais modelos da Mitisubishi. Ainda na frente, a mesma grade é cortada por um filete, onde fica a famosa gravatinha dourada, e o para-choque conta com faróis de neblina incorporados em formato arredondado. A carroceria revela muitos vincos espalhados por toda parte, criado um aspecto mais robusto. Uma curiosidade é a maçaneta de abertura da porta traseira, que fica escondido na parte preta ao lado do vidro. Receita para atrair um público mais jovem.

Na parte interna a Chevrolet usa o conceito de “dual cockpit”, uma cabine com espaços distintos para motorista e passageiro, aumentando ainda mais a sensação de espaço. Os bancos confortáveis descem quase até o assoalho e são dotados de apoio lateral saliente. O espaço é bem aproveitado, destacando o conforto, tanto para quem vai à frente, quanto aos passageiros dos bancos traseiros. O porta-malas é pequeno e suporta até 265 litros, com os bancos rebatidos, pode comportar 653 litros.

Já o painel gera uma polêmica, com desenho inspirado em um painel de moto é pequeno e dificulta a visualização de alguns comandos. A posição de dirigir é fácil de achar, com a ajuda dos bancos com ajuste manual em altura e distância e o volante em altura e profundidade. O acabamento em plástico espalhado pelo interior deixa a desejar em alguns pontos, como as laterais das portas e na parte traseira, próximo ao porta-malas. Com algumas pancadas leves nas laterais das portas, é possível sentir que com o tempo de uso os “grilos” devem aumentar, deixando saudades do silêncio sentido em quase todo o tempo do teste.

Sob o capô, está o moderno motor 1.6 16V Ecotec Dual CVVT – um dos mais potentes da categoria -, que rende 120 cv (etanol) e 116 cv (gasolina) a 6.000 rpm. O torque é de 16,3 mkgf e 15,8 mkgf a 4.000 rpm respectivamente, além de ser bem barulhento em altas rotações. A versão avaliada vinha com o bem escalonado câmbio manual de cinco marchas, quê segundo a GM, faz com que o Sonic hatch cumpra o tradicional 0 a 100 km/h em 11,4 segundos. A suspensão é acertada, apesar de um pouco dura em baixas velocidades, as curvas podem ser feita sem dificuldade, nessa hora os amortecedores e molas trabalham de forma correta, deixando a carroceria se inclinar até se assentar e transmitir total segurança ao motorista.

O consumo ficou a desejar, ele fez 7,8 km/l em trechos urbanos, sempre com o ar-condicionado ligado e 10,5 Km/l na estrada, sempre com gasolina no tanque, lembrando que seu peso total é de 1.127 kg. Com esse resultado, nada agradável, é possível dizer que o Sonic vai ter visitas constantes ao posto de combustível, principalmente quando abastecido com etanol.

O Sonic hatch custa a partir de R$ 46.200 para o pacote LT. Já as versões intermediárias, com o pacote LTZ e câmbio mecânico custam R$ 48.700. A mais completa LTZ com câmbio automático sai por R$ 51.500. Preço que está bem próximo dos concorrentes, como o Honda Fit, Ford New Fiesta, Citroën C3, VW Polo e Fiat Punto. A briga vai ser bem interessante nesses próximos anos.

[nggallery id=186]

FICHA TÉCNICA

Motorização e Freios

Carroceria / motorização: Hatch, 5 passageiros, 4 portas, motorização dianteira, tração dianteira
Construção: Aço galvanizado nos painéis exteriores
Fabricação:Bupyong-Gu, Incheon, Coréia do Sul

MOTOR
Modelo: LFJ – 1.6 Flex
Disposição: Transversal
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada (cm3): 1.598
Diâmetro e Curso (mm): 79,0 x 81,5
Válvulas: DOHC, quatro válvulas por cilindro (Dual CVVT)
Taxa de compressão: 10,8:1
Potência máxima líquida(ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 120cv a 6.000 rpm / Gasolina: 116cv a 6.000 rpm
Torque máximo líquido(ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 16,3kgfm a 4.000 rpm / Gasolina: 15,8kgfm a 4.000rpm
Combustível recomendado: Gasolina comum e/ou Etanol
Rotação máxima do motor (rpm): 6.500
Bateria: 12V, 60 Ah
Alternador: 100 A

TRANSMISSÃO
Modelo: MXP – Manual de 5velocidades

CHASSIS/SUSPENSÃO
Dianteira: Independente McPherson, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás.
Traseira: Semi-independente com eixo de torsão, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás.
Direção: Hidráulica, pinhão e cremalheira
Direção redução: 16,0
Direção número de voltas(batente a batente): Elétrica: 2,85
Diâmetro de giro (m): 10,44

FREIOS
Tipo: Discos dianteiros, tambor traseiro
Disco diâmetro x espessura (mm): Dianteiro: 256 x 24; traseiro: 200 x 35

RODAS/PNEUS
Roda: 6j x 15 (LT); 6j x 16 (LTZ)
Pneus: 195/65R15 (LT);205/55 R16 (LTZ)
DIMENSÕES
Distância entre eixos (mm): 2.525
Comprimento total (mm): 4.039
Largura carroceria (mm): 1.735
Largura total (mm): 2.004
Altura (mm): 1.517
Bitola (mm): Dianteira: 1.509; traseira: 1.509
Altura mínima do solo (mm): 127
Peso em ordem de marcha (kg): 1.127 (LT); 1.150 (LTZ)
Distribuição de peso(% dianteira/traseira): 64 / 36

CAPACIDADES
Porta-malas (litros): 265
Carga útil (kg): 429
Tanque de combustível (litros): 46

Imagens e texto: Marcus Lauris – CarpointNews

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Hyundai Velocity Veloster Concept

Feito para ser um modelo para exibição, o conceito Vlocity Veloster conta com motor 1,6 litros turbinado e com injeção direta de combustível. Sua potência […]