Avaliação da Toyota Hilux 4×4 SRV 2013 mostra que suas virtudes foram mantidas

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No acirrado segmento das picapes grandes, que vem crescendo a cada ano, se destacar entre tantas opções é uma tarefa difícil para as montadoras que disputam esse mercado. As vendas não param de aumentar a cada ano e “arma” para tentar chegar ao topo de cada empresa é renovar sempre. Pensando nisso, a Toyota começou a vender em nosso mercado, a Hilux com motor bicombustível e com o visual atualizado.

Um pouco atrasada em relação às principais concorrentes, como a S10, por exemplo, que já tem o motor flex desde 2007. A marca japonesa segue a tendência mundial do downsizing, muito usada na indústria, que se concentrar em criar motores pequenos e mais eficientes em performance quanto propulsores maiores. A versão flex chegou para deixar o consumidor com mais uma opção nesse segmento.

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Com o facelift que recebeu em novembro do ano passado, a atual geração segue os padrões da marca e é considerada a pioneira em padrões de conforto, estilo e capacidades no mercado brasileiro. Agora com nova grade dianteira grade frontal ganhou três lâminas com certa elevação ao centro, para-choque e capô, a Toyota deixou o modelo mais agressivo e ao mesmo tempo mais requintado.

Por dentro, a sensação é de estar em um sedã médio, o acabamento é esmerado em alguns pontos mas tem muito plástico em outras partes e os bancos de couro são confortáveis, tanto para o motorista, quanto para os passageiros. O volante tem o tamanho ideal para guiar a picape e a posição de dirigir alta deixa o motorista à vontade para enfrentar o transito sem problemas. Eficiente, o ar-condicionado digital gela rapidamente o interior, deixando o ambiente refrescante. Cheia de porta-trecos, é fácil arrumar um lugar para o celular, as bolsas pequenas e até garrafas médias. As manobras são auxiliadas pela câmera de ré, de série nessa versão mais completa, item que facilita muito na hora de estacionar um carro tão grande.

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A Hilux avaliada traz como itens de série direção hidráulica progressiva, ar-condicionado digital, coluna da direção regulável em altura, banco do motorista com regulagem de altura, relógio digital, vidros, travas e retrovisores elétricos e sistema de som com controle no volante, que reproduz arquivos de MP3 e WMA, com conectividade USB e auxiliar do sistema de som compatível com iPod. Além de painel central com uma tela de LCD e conexão Bluetooth. No painel de instrumentos, o sistema Optitron facilita a visualização das informações dispostas. O banco do motorista pode ser ajustado por acionamento elétrico.

A Toyota Hilux flex chega equipada com um motor quatro cilindros bicombustível, 2.7 16V, derivado do antigo bloco a gasolina aposentado em 2009, que gera 158 cv com gasolina e 163 cv com etanol a 5.000 rpm, e torque máixmo de 25 mkgf, a 3.800 rpm, sendo estas medições feitas com etanol. Esse propulsor é considerado o maior propulsor de quatro cilindros bicombustível em produção no mundo. Pesando 1.700 kg a picape se torna uma sócia do posto de gasolina, rodamos cerca de 200 km com ela e sua média de consumo urbano, com um tanque de 80 litros, sempre com o ar-condicionado ligado foi de no máximo 5,0 Km/l, chegando a fazer 4,2 Km/l na maior parte do teste, abastecida com etanol, sempre respeitando os limites de velocidade máxima das vias e em perímetro urbano.

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O motor flex deixa a desejar em cercas situações e demora a embalar, situação comprovada em subidas mais íngremes ou em ultrapassagens feitas em retas com asfalto liso, muito diferente da versão a diesel, que sempre anda com o motor cheio e disposto para tudo. Outro fator que contribui para o alto consumo é o câmbio automático de apenas quatro marchas, deixando a picape “presa”, mesmo pisando fundo com o pé direito. Além de ter a tração 4×4, que deixa a picape ainda mais pesada, nessa versão mais completa, a SRV.

A tração 4×4, inclusive, foi levemente avaliada em trechos de terra, com pouca lama, mas com muitas pedras e buracos. Na breve avaliação, a picape se mostrou valente para enfrentar trechos mais acidentados. Nesse ponto, a Hilux cumpre sua função sem desapontar. A robustez do modelo japonês é “pau para toda obra”.

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A suspensão balança como em toda picape grande, no caso da Hilux, a suspensão traseira com feixe de molas e barra estabilizadora deixa o modelo mais estável em algumas situações, principalmente em pisos irregulares e com a caçamba vaiza. Esse tipo de suspensão usada na Hilux Flex se compara aos usados em caminhões, feitos para suportar muitas cargas pesadas na caçamba. De acordo com informações da ficha técnica, a picape transporta até 775 kg.

A picape Hilux Flex está à disposição nas versões SR cabine dupla 4×2 e SRV cabine dupla 4×4, ambas com câmbio automático de quatro marchas. A Hilux Flex não possui entrada de ar no capô, diferente da versão a diesel. Os modelos SR e SRV tem rodas de liga leve de 16”.A picape parte de R$ 88.730 e pode chegar a R$ 103.420 com todos os opcionais.

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Texto e imagens: marcus Lauria – Carpoint News

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