Mecânica on line: ABS para aplicação em roda dianteira de motocicletas

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Versão “light” do ABS surge como opção para aplicação em motos pequenas e de baixo custo – Os veículos duas rodas predominam no tráfego das cidades dos países em desenvolvimento e, com isso, os riscos de lesões dos pilotos é ainda maior. Pensando na segurança desses usuários, a Bosch desenvolveu um sistema antibloqueio de frenagem especialmente para uso em motos pequenas e scooters muito comum nestes mercados.

Esta nova versão se baseia na geração 9 do ABS para motos, mas com o diferencial de ter apenas um canal hidráulico para frenagem, que visa controlar eletronicamente a roda dianteira da moto.

Conhecido como versão “light” do ABS 9 para motos, este sistema está em desenvolvimento no centro de segurança para motocicletas da Bosch, no Japão, em parceria com um fabricante de motos da Índia. A produção em série começará ainda esse ano.

A tecnologia entra em ação quando a roda traseira da motocicleta trava, o que invariavelmente resulta em uma situação crítica para o piloto, pois ela pode muitas vezes ser desbloqueada se o motociclista colocar menos pressão no freio. O mesmo não ocorre com a roda dianteira, já que o piloto se desloca para frente durante a frenagem e a desaceleração acaba ocorrendo principalmente através da roda da frente.

Isso explica porque, em muitos países, inclusive no Brasil, até mesmo as motos com motores igual ou maior que 250 cilindradas, o sistema de freio da roda traseira é acionado por freio mecânico. “Regular a pressão da frenagem da roda dianteira por meio do freio hidráulico evita o bloqueio, aumenta a desaceleração e a estabilidade da moto”, diz o Dr. Wolfgang Hiller, presidente regional da divisão de Chassis System Control da Bosch no Japão.

A unidade hidráulica da versão light do ABS 9 compreende somente duas válvulas de controle, uma câmara de armazenamento e uma bomba. A velocidade da roda de referência é calculada pelo sistema com base na informação transmitida por um sensor instalado na roda dianteira. Para um controle de frenagem mais preciso, também é possível instalar um segundo sensor na roda traseira.

Com esta configuração, as taxas de desaceleração correspondem como um sistema de dois canais e, com isso, é possível neutralizar qualquer levantamento da roda traseira. As fabricantes de motos podem, opcionalmente, integrar uma chave liga-desliga a este sistema.

O software para essa nova geração do ABS foi otimizado especialmente para atender o segmento de motos de baixa cilindrada. Para motos maiores e mais potentes, a Bosch oferece um sistema ABS mais completo, que controla ambas as rodas e oferece funções adicionais como, por exemplo, eletronic Central Braking System (eCBs) integrados que funcionam nas rodas dianteira e traseira, mesmo quando o condutor aciona apenas um dos freios.

MECÂNICA ONLINE

· O novo Audi SQ5, versão esportiva do SUV Audi Q5 que será apresentada no Salão do Automóvel de Detroit (EUA), traz uma importante novidade: pela primeira vez, será equipado com um motor a gasolina. O veículo com propulsor 3.0 TFSI foi desenvolvido especificamente para mercados como Estados Unidos, Canadá e China, entre outros, e será comercializado no Brasil no final de 2013.

· Nos próximos dois anos (2013 e 2014), a Chevrolet será a patrocinadora máster de 20 campeonatos estaduais de futebol. A ação faz parte de uma estratégia global da Chevrolet de ser a marca mais próxima dos clientes.

· Além dos patrocínios dos campeonatos estaduais de futebol, a Chevrolet também é a montadora oficial das seleções brasileiras de Futsal, atual campeã mundial, e Beach Soccer e realiza o Circuito Chevrolet de Golfe. Sem esquecer suas raízes, a marca também investe continuamente no automobilismo brasileiro, patrocinando a Stock Car desde o seu lançamento, em 1979, e o Campeonato Brasileiro de Marcas.

· Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas a Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a Abeiva respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total, que foi de 3.635.065 unidades.

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