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Parece ficção científica, mas é a evolução na tecnologia dos capacetes

capacete1Desde que o neurocirurgião britânico Hugh Cairns conduziu um estudo sobre a necessidade do uso de capacetes para reduzir o número de vítimas fatais entre os de motociclistas, muita coisa mudou na fabricação e desenvolvimentos desse equipamento de segurança indispensável.

Os primeiros capacetes fabricados eram duros, fabricados em couro, e consequentemente eram e menos resistentes. Sua anatomia não absorvia adequadamente os impactos, fazendo que – na pior das hipóteses – a cabeça do motociclista quicasse durante o impacto, potencializando os danos ao crânio.

Para a sorte dos motociclistas, a obrigatoriedade do uso dos capacetes em muitos países levou os fabricantes a seguires normas técnicas e especificações de órgãos certificadores (como o INMETRO, no Brasil). Além disso, a competitividade entre os fabricantes impulsionou a pesquisa por matérias cada vez mais resistentes e formatos mais anatômicos, respeitando as diferentes medidas de cabeça e aumentando sua capacidade de absorção de impacto. Hoje, modelos como os capacetes shark são fabricados com o kevlar, um polímero que resiste sete vezes mais ao calor do que o aço e é usado em construções aeronáuticas e até mesmo em coletes a prova de bala.

Mas, não é só no quesito segurança que os capacetes vêm passando por constante evolução. Recentemente, a norte-americana Skully apresentou seu Skully P-1, um capacete para motociclistas com a tecnologia Google Glass. Ele conta com um display, uma câmera de visão traseira e pode se conectar ao smartphone do condutor (veja o vídeo aqui).

A criação também surgiu, infelizmente, em virtude de um acidente ocorrido com o fundador da empresa, Marcus Weller, quando tentava ler uma placa de trânsito. O objetivo de inserir essa tecnologia em um capacete é desenvolver uma plataforma que evite distrações com a navegação. Para isso, um sistema operacional semelhante ao Android projeta um feed ao vivo do que está à frente e suas câmeras evitam pontos cegos dos capacetes convencionais, tudo funcionando com uma bateria que promete autonomia de até 09 horas de estrada.

O modelo já foi aprovado pelos órgãos de segurança dos Estados Unidos, mas ainda não tem preço definido pelo fabricante. E o que parecia ficção científica em breve estará circulando com o intuito de proteger e salvar mais vidas de tantos motociclistas.

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