JAC J3 1.5 16V VVT S Jet

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Para se reafirmar ainda mais no Brasil, e contar com a confiança do consumidor Brasileiro, a JAC não perdeu tempo e lançou esse ano a nova linha de motores bicombustíveis para os modelos J3 S e J3 Turin S. E foi com o hatch J3 S 1.5 Jet Flex que passamos algumas semanas para conhecer de perto o que a marca tem de melhor para oferecer em nosso País e ver se vale a pena mesmo investir em um modelo chinês.

Sob o capô, a maior novidade, o novo motor 1.5 16V VVT Jet Flex, que segundo a marca, “foi devidamente calibrada para dar ao consumidor a oportunidade de experimentar um sedã compacto com alma esportiva”. Tirando um pouco do exagero da frase, vamos ao fatos. O propulsor rende 125 cv com gasolina e 127cv abastecido com etanol, sempre a 6000 rpm. Enquanto que seu torque é de 152 Nm (gasolina) e 154 Nm (etanol), ambos a 4.000 rpm. Os números de fábrica são bem confiantes, ele faz de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos, e podem chegar a 200 km/h de velocidade máxima. Não confirmamos esses números, mas o carro se mostrou bem esperto durante todo o teste. Nas ultrapassagens mais arriscadas, ou nas retas mais longas, o motor foi bem exigido durante nossa convivência com o hatch Chinês. A elasticidade do motor foi comprovada, assim como o rendimento satisfatório, mas nada muito esportivo como afirmou o fabricante em sua frase emblemática.

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Em conjunto com o novo propulsor, está o câmbio manual de cinco velocidades, com engates precisos e rápidos, como a maioria dos Brasileiros gostam. A boa notícia, é que o pomo do câmbio não é mais de plástico de brinquedo. Em relação ao consumo, o motor recebeu a tecnologia VVT, de Variable Valve Timing, ou Comando Variável de Válvulas, que permite a variação no tempo de abertura das válvulas, fazendo com que o motor ofereça torque em baixas e médias rotações, bem como apresente potência nos altos regimes. O resultado foi positivo, durante o teste, praticamente feito todo na cidade, sempre com o ar-condicionado ligado, seu consumo foi de 9,3 Km/l na cidade e 12,4 Km/l na estrada.

De acordo coma JAC, o motor foi todo retrabalhado para receber a tecnologia flex fuel, feito em conjunto entre os engenheiros da JAC Motors e da Delphi, tanto na China quanto no Brasil. Onde foi eliminado o tanque de gasolina para partida a frio. Para isso, também teve que receber alguma adaptações, ente elas, a flauta de alimentação do sistema de injeção de combustível, que ficou maior e mais alta, com o intuito de acomodar novos bicos injetores que possuem um sistema de pré-aquecimento do etanol.

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Visto por fora, o J3 S exibe faixas decorativas na parte inferior das portas laterais, que lembram muito aqueles gráficos de videogames da década de 80. Que a marca usa para dar um visual mais “esportivo” ao hatch. Além disso, o modelo ganhou novas rodas de 15 polegadas com desenho agradável, calçadas com pneus 185/60 R15. Para identificar a versão, estão fixadas junto ao logo, o nome “Jet Flex” na tampa do porta-malas. Os faróis tem desenho semelhante aos modelos da VW e possuem máscara negra, que tentam deixar o visual mais agressivo.

O J3S é equipado com uma suspensão dianteira independente, tipo McPherson com molas helicoidais; e suspensão traseira independente, tipo Dual Link também com molas helicoidais. Esse conjunto transmite uma sensação de segurança ao volante suficiente para abusar um pouco na hora de dirigir. O carro se comportou bem em curvas e nas retas, sem nenhum aparente desvio de trajetória. A segurança fica por conta dos freios ABS com EBD e seu airbag duplo

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Por dentro, chamam a atenção as costura do volante, bancos, coifa do cambio e toda a iluminação do painel em cor vermelha. O modelo também recebeu novos pedais e soleiras. Confortável, nele cabem com facilidade até cinco passageiros, incluindo o motorista. Os bancos não cansam e tem um acabamento satisfatório. Só o uso abusivo de plásticos no painel e laterais das portas que incomodam um pouco, devido ao barulho intenso na cabine durante todo o teste.

Uma dos atrativos do novo JAC J3S é seu conteúdo de itens de série. Ele vem com direção hidráulica, ar-condicionado, CD MP3 player com USB, sensor de estacionamento, volante revestido em couro com comandos multi-função e regulagem de altura, porta-revistas, porta-copos, chave canivete com destravamento remoto das portas, alarme anti-furto, bancos em Black Fabric com ajuste do apoio de cabeça, tomada de 12 volts e luz de leitura. A versão avaliada custa R$ 39.990 e para quem precisa de espaço no porta-malas pode optar pelo J3 Turin S por R$ 41.990. Opcionalmente existe apenas a pintura metálica, que sai pelo valor de R$ 1.200.

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*FICHA TÉCNICA:

Motorização: 1.5
Alimentação Injeção multi ponto
Combustível Álcool Gasolina
Potência (cv) 127.0 125.0
Cilindradas (cm3) 1.499
Torque (Kgf.m) 15,7 15,5
Velocidade Máxima (Km/h) 197
Tempo 0-100 (Km/h) 9.7
Consumo cidade (Km/L) 6.7
Consumo estrada (Km/L) 8.4

Dimensões
Altura (mm) 1465
Largura (mm) 1650
Comprimento (mm) 3965
Entre-eixos (mm) 2400
Peso (kg) 1070
Tanque (L) 48.0
Porta-malas (L) 350
Ocupantes 5

Mecânica
Câmbio Manual de 5 marchas
Tração Dianteira
Direção Hidráulica
Suspensão dianteira Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.
Suspensão traseira Suspensão tipo braços triangulares, roda tipo independente e molas helicoidal.
Freios Dois freios à disco com dois discos ventilados.

*Dados do fabricante

Texto e imagens: Marcus Lauria – CarpointNews

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