Fiat Tipo (1989)

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O mercado no final da década de 80 era bem diferente dos dias de hoje, mas uma coisa já era bastante complicada: a concorrência no segmento C da Europa. A Volks com o Golf e  Renault com o 19 tinham ótimas opções por exemplo.

A Fiat tinha o Ritmo. Diferente dos rivais o modelo da Fiat era mais antigo, pois tratava-se de um automóvel com projeto do início daquela década. Mesmo passando por melhorias e maquiagens, ela já tinha sua imagem desgastada.

Foi então que a Fiat mostrou o Tipo, no final de 1988, como modelo da linha de 89. Foi uma evolução muito grande. O modelo, que só chegou no Brasil em 1993, já depois de uma leve lavada na cara, tinha muito mais espaço e as características de desenho que tinham consagrado o Uno. Linhas estas que foram concebidas pelo Instituto IDEA, que atendeu a Fiat entre 1988 e 1995.

Já no seu primeiro ano de vida, na Europa, foi eleito o Carro do Ano no continente, um título de extremo prestígio. Em seu lançamento o Tipo, que tinha o codinome Tipo 160, tinha 9 opções de motores a gasolina com potências entre 58 e 148 cv. Havia também 3 opções diesel. A versão mais potente era a 2.0 Sedicivalvole (16 válvulas) que podia alcançar os 210 km/h e fazia frente ao Golf GTi. A menos potente era a 1.1 Fire, que chegava aos 58 cv às 2.900. RPM.

As linhas interiores também impressionavam na época, com o painel original de “dois andares”, e mostradores digitais, nas versões topo de linha. A ergonomia e o espaço interno também foram características que se tornaram referência. Em 1993 o Tipo sofreu sua primeira, e única atualização no visual, com a adoção da nova grade e grupos óticos.

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