Fiat Cronos Precision

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Há pouco tempo andamos no Cronos com câmbio manual, e dessa vez tivemos a chance de andar na versão automática, também Precision, mas um pouco mais completa e com mais itens de série. Como todos sabem, ou pelo menos a maioria dos leitores desconfiam, o Fiat Cronos vem para atender às famílias que gostaram do hatch Argo, mas precisam de mais espaço – sobretudo para bagagem, daí a criação da versão sedã.

A versão sedã do Argo não é diferente do hatch só no nome ou pelo porta-malas maior, mas também pelo par de vincos extra do capô, terminando um pouco mais avançado em relação à grade. Além do pequeno detalhe da parte negra em formato de ondas senoidais da grade dianteira.

A grade na parte de baixo, na linha inferior do para-choque, ainda é mais afilada e longa, pois não divide espaço com os faróis de neblina, estes reposicionados mais para as laterais, logo abaixo dos faróis principais. Visto de traseira, suas lanternas lembram muito as do Audi A3, que são em led e bipartidas conferindo um aspecto requintado.

Por dentro o Cronos é também é parecido com o Argo. Se no hatch isso significa uma oferta de espaço um pouco acima da média, entre os sedãs a história muda ao manter os mesmos 2,52 metros de entre-eixos do Argo. O comprimento, no entanto, explica o maior porte do Cronos: são 4,36 metros. Estes números também explicam o enorme porta-malas do Cronos: 525 litros, maior até do que o do seu concorrente mais recente, o Volkswagen Virtus, com 521 litros.

Verificando os detalhes internos, as diferenças em relação ao Argo são sutis, como a superfície da faixa decorativa central do painel é fosca, na cor vinho – a do hatch é prateada. Para acompanhar o desenho das novas portas traseiras, mais alongadas, o banco também é exclusivo.

Bem equipado, o Cronos Precision avaliado vem com ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros com acionamento elétrico, travas elétricas, rodas de aço com calotas aro 15 polegadas, pneus 185/60 R15, volante com regulagem de altura, airbag duplo, freios com ABS e EDB, temporizador dos faróis, chave canivete, computador de bordo, retrovisores com ajustes internos, preparação para som, banco do motorista com regulagem de altura, cintos de 3 pontos, Isofix, apoios de cabeça para todos, rádio Connect com USB/Aux/Bluetooth, volante com comandos de mídia e telefonia, monitoramento de pressão dos pneus, entre outros.

Além de controles de estabilidade e tração e indicador de pressão dos pneus, e custa R$ 69.990 nesta versão. Há ainda os pacotes com rodas aro 17, ar digital, couro, chave presencial, retrovisor interno eletrocrômico, airbags laterais e câmera de ré são opcionais que podem levar o preço final do Cronos a cerca de R$ 80.000. Opcionais: Kit Style – R$ 3.700, Side Bags – R$ 2.670, Kit Tech – R$ 4.110 e Câmera de ré – R$ 670.

Dirigindo, a semelhança com o Argo vem do acerto macio de suspensão. Mas a engenharia da marca italiana se apressa em destacar que molas e amortecedores são próprios, com calibragem para se adequar à massa e dinâmica do sedã. Assim como o bom equilíbrio entre conforto e estabilidade do Argo. Foi percebida, no entanto, uma leve saída de frente no limite de contorno das curvas de raio longo, mas a carroceria inclina em nível aceitável. Em caso de precisar frear mais forte, o Cronos repete o bom equilíbrio, mesmo com um mergulho um pouco fora dos padrões, mas a traseira não flutua, se mantendo sob controle.

Um dos problemas verificados durante o teste fica por conta dos pneus de perfil baixo (205/45 R17), que fazem com que parte das imperfeições do asfalto cheguem à cabine em nível pouco acima do ideal, mas nada insuportável.

Sob o capô está o já conhecido e defasado (em relação aos motores do resto do mundo) motor de 1.8 litro E.torQ Evo com 16V e 135 cv com gasolina e 139 cv com etanol, ambos a 5.750 rpm. No torque, 18,8 kgfm no primeiro e 19,3 kgfm, obtidos em 3.750 rpm. Ele trabalha em conjunto com o ótimo câmbio automático Aisin de seis marchas. Com bloco de ferro fundido e comando de válvulas simples (apesar do cabeçote multiválvulas) e sem variação, o propulsor aspirado fornece força linear. Exibe um ronco mais abafado, que segundo a marca faz de 0 aos 100 km/h em 9,2 s com etanol e 9,6 s com gasolina, além de chegar perto dos 200 km/h de velocidade máxima. Seu consumo segundo o Inmetro, ficou assim em Cidade/Estrada com Gasolina 10,3/13,3 km/l e com Etanol 7,2/9,6 km/l respectivamente.

Uma das novidades do Cronos e a oferta para o público PCD, mas apenas nas cores Preto Vulcano, Vermelho alpine e Branco Banchisa, esse modelo na configuração padrão, ou seja, sem opcionais, parte de R$ 69.990,00, já para o público PCD, sai por R$ 50.830,00(Com isenção de IPI, ICMS e 7% de incentivo-Fiat).

Texto e imagens: Marcus Lauria – Carpointnews

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